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1 de Abril de 2008

Hoje o café está mais amargo
É o gosto da decepção

Meu peito posto de lado,
Posto de lado o meu coração

Hoje o vazio ficou mais forte
- foi ela quem bateu a porta
E mesmo que ninguém se importe
(e eu sei que ninguém se importa)
Eu sinto a dor de cada corte
Da lágrima que escorre, morta

Eu estou perdido entre meus mundos
Entre o que sou e o que queria ser
E agonizando, contando segundos
Espero o alívio que nunca vou ver

Ajoelho, imploro: não vá! Não vá!
Eu me descontrolo: não dá! Não dá!

Hoje eu acordei,
e senti que me sufoca o ar
Eu estou preso, acoado
Eu não tenho espaço pra respirar

Sinto como a árvore bela
Que teve a infelicidade de germinar ao lado de uma cerca
Tem seus galhos mutilados
Pra não invadir propriedade alheia.

É muita crueldade
Não deixar que todos os seus galhos dêem flores, dêem frutos...

Porque mesmo que algumas flores cresçam do lado de lá,
a raiz, meu amor... A Raiz está do lado de cá.

postado por: Gabriel Vinicius Moura às 1.4.08

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