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25 de Outubro de 2007
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Remoendo a vida
Entre meus livros e promessas não cumpridas Remanesce uma ferida, com resquício de amor
Pois era lindo ver minh'alma a flutuar pensando sempre haver lugar sem espaço para a dor
E tudo muda, vida mexe, o mundo roda De repende me incomoda Um grito seco e sem pudor
De um corpo insano Que adoece a cada ato, Ensaiando estupefato Todo o ódio com louvor
E eis que surge aqui dentro um sentimento, um alarde, esse tormento Seja lá o que isso for
Eu não me agüento, e essa enorme escravidão, que me puxa pela mão, que deitou minha paixão sem coragem de lutar
Então percebo em meio à dor tão desvalida Porque dói a a tal ferida: Eu que espero mais da vida do que ela pode dar
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 25.10.07
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21 de Outubro de 2007
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Poema da realidade
Acostuma-te à mediocridade, que é tudo o que te espera se não domas a ansiedade, é óbvio que te desesperas
acostuma-te à vida errante! Acostuma-te à pequenez Pois o tempo leva cada instante, deixando marcada a tua tez
acostuma-te a ser mais um a ser ignóbil, incompetente acostuma-te a tanto olhar e pouco ver em tua frente
acostuma-te aos sorrisos falsos, a uma vida de pouco sentido equilibrando-se sobre cadafalsos, fixando os olhos no teu umbigo
acostuma-te a esta dor, pouco mais podes esperar hoje sabes, até amor finge-se ter, pode-se comprar
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 21.10.07
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9 de Outubro de 2007
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Réquiem
O sorriso é forçado, é que não ando muito bem... Não me entendo com o passado, com o presente, com ninguém!
E não quero piedade, nem esboçe compreenção!!
Guarde sua boa vontade pra quem tem bom coração
Sabe, tem certas horas que só nos basta a solidão Mas e quando ela já não é suficiente? Aí só o que resta é o desespero, que corta fundo a carne, e entorpece assim, por inteiro
Escrever, escrever sem fazer sequer canção...
Vomitar palavras sem sentido, rimas porcas, sem direção cerrar os dentes, as portas, os ouvidos Da alma, dos olhos e do coração...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 9.10.07
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3 de Outubro de 2007
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Trovador Solitário Só foi feliz na infância e quando a alegria à porta lhe batia, engolia e tinha ânsia
Só foi feliz na infância E deixou a poesia que tão doída escrevia como única lembrança
Foi só, infeliz, infância De todos os torpores dos torpes desamores só teve a dor em abundância
Foi só na agonia, foi só no desamor, no canto, quem diria no palco, e no pavor
Foi só acompanhado, foi só na multidão, no sorriso amarelado, foi amargo, e com razão
Só foi feliz na infância... Porque a felicidade é isso: chega sem pedir, entra sem bater, agarra sem licença, toca a alma, toca a essência...
Depois se vai, depois se morre, qual paixão ingrata, que o peito desacata, e parte sem dizer o nome...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 3.10.07
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