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26 de Agosto de 2007

Por um fio

As vísceras se contorcem
Os minutos passam – pesarosos
E eu sinto a vida doer
Sinto um’angústia sem porquê.
A vida perfeita que dói...

Porque a alma é inquieta, não aceita
E o peito bate, mas se corrói
A mão pesada a esperança estreita

Estranho calafrio
Entranhas gemendo
Me sinto por um fio!
Por um fio que está cedendo

Vou tentar a sorte
Mas o azar é o que me espera
E ao meu lado,
Rostos cansados,
sorrisos desgastados,
amarelos e apagados
pela sombra do dia-a-dia

Melancolia
Calafrio
Que agonia!
Por um fio...
Olhar distante!
Por um fio
Destino errante!
Por um fio... Por um fio!
Por um fio
Por um fio...

postado por: Gabriel Vinicius Moura às 26.8.07

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19 de Agosto de 2007

Ela chegou

É que ela chegou
e levou
Toda aquela agonia,
a inquietação
e agora a poesia
ficou toda torta
meio sem emoção

Porque tudo é perfeito
mas perfeito d'um jeito
que parece mentira,
devaneios do peito,
parece ilusão...

É que sem um penar,
sem os desencontros,
sem a dor de cortar
e todos os dessabores,

os versos não rimam
a poesia não cabe,
o lirismo não nasce,
a canção não me vem

É que a poesia
que eu tinha p'ra mim
era um choro, era um grito
desabafo de dor
desencontro de amor

Agora não dá mais...
Sem azedume nem amargura,
sem a luta errante pela ternura,
a poesia não é bela

Ah! Mas tal beleza já não faz falta

Pois tenho a beleza
que é muito mais que bela,
é mais do que eu preciso
o mais belo dos sorrisos
eu ostento ao pensar nela

postado por: Gabriel Vinicius Moura às 19.8.07

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12 de Agosto de 2007



Ruas vazias e nuas as mãos
Cai essa noite, e traga o destino
Destino qualquer, destino e razão
Diga onde é que está o coração!

A noite que venha, que leve meu corpo!
E eu vou sucumbindo, entregando o que sinto
(o que sinto é tão pouco!)
ainda sou o mesmo que canta,que sonha, que chora

Esquinas passam e onde estou?
As mãos calejadas, na cara só vento
O que me sobrou daquele tormento?
E hoje o passado fresco é apagado
Estou soçobrando, não sei se me agüento...

postado por: Gabriel Vinicius Moura às 12.8.07

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5 de Agosto de 2007

Vai saber

Quer saber?
É o que você está vendo, eu não preciso dizer
Eu sei que não entendo, e nem quero entender
Parece que o tempo está brincando comigo
Agora eu sei que é tarde e assim não consigo

Vai dizer?
Pois diga o que quiser, não vê que eu esto sozinho?
De nada adiantou tentar seguir um bom caminho
Eu acho que nasci foi pra viver, mas sem viver
Foi pra errar, mas sei que errar é aprender... Vai saber!

Entendeu?
Problemas todos têm, então me deixe com os meus
Me sinto sendo um crente em um mundo de ateus
Eu estou tão perdido, mal sei como começar
É só mal entendido, ou não quero esse lugar?

E valeu?
Ter vindo até aqui acompanhando a solidão
Ter dito que assim não se encontra uma paixão
Pra quem não quer saber de entreter o coração
Pra quem só quer poder viver em paz, e com razão... Vai saber!

postado por: Gabriel Vinicius Moura às 5.8.07

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