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30 de Julho de 2007
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Inquietação Urbana
Olhares, olhares, olhares não bastam! Palavras aos poucos, palavras se arrastam!
Eu quero gritar Quem vai ouvir? Vem me abraçar! Hora de sentir...
Você, eu, nós... O resto não importa! Mas com é difícil Viver o que sinto
Olhares, vontades, olhares, desejos! e a curiosidade Como são seus beijos?
Desenhos em vão Questões sem razão Sentidos ausentes Meu peito dormente! Barulhos ao fundo Suores, que mundo!
Minha alma na boca Minha alma na boca! Sua boca tão longe... Meu peito na boca! Seu peito tão longe... Meu peito na boca!
Seu corpo, minh'alma Minh'alma está louca!
Eu quero dizer Mas nem sei seu nome! Eu quero falar Mas nem sei por onde! Devo começar...
Um dia eu mando Para os infernos O mundo ao redor Senhores e ternos Lhe agarro e lhe encho De beijos eternos...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 30.7.07
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23 de Julho de 2007
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Horizonte
Além de lá... Alí, além do horizonte Os meus olhos procuram um sentimento bionte Que crepúsculos atenuam
Alí, eu sei que se esconde Poucas respostas, tantas indagações...
Estão logo ali, defronte Os mais lindos poemas As mais lindas canções
O horizonte, porém, imáginário Faz questão de anunciar: é distante, é vil, e ordinário tal beleza não se pode alcançar
Um olhar, mais um olhar tristonho Simplesmente outro sonho cismou de contemplar...
Então lembro de um abraço sem jeito, e de um beijo macio, a mão, nervosa, perdida sem saber onde pousar
E eu, ali a ver o sol beijar o mar...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 23.7.07
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15 de Julho de 2007
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Esperança
Talvez brote a esperança do sorriso, e inunde o coração, pondo trêmulas as pernas quebrando o espelho de narciso em mil cacos de paixão
E então poderemos dar uma chance ao acaso, ao que for inesperado, ao vento nos cabelos, os cabelos desgranhados, ao abraço sem querer, ao presente sem passado
E quando os corpos já não bastarem a gente dá uma chance à alma que o espírito cumpra a tarefa que a carne não foi capaz de cumprir!
Porque sentir está acima bem acima de viver e querer vai bem além do que se pensa que se quer
quero momentos de insanidade entre um gole e outro de café o gosto amargo adocicado rasgando a carne do quotidiano
Marcando nossas vidas, talhando nossa estrada em horário comercial, mas sem hora marcada...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 15.7.07
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8 de Julho de 2007
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Vida em versos livres
Fujo das rimas. Sinto o tempo escorrer pelos meus dedos. Os meses e os anos me atropelam.
Meu rosto já carrega as marcas da vida. O espelho me mostra a vida ir pelo ralo. Meus cabelos começam a fugir de mim, abandonam meu corpo como parasita que abandona a carcaça ......................................................[daquele que o alimentou.
Cada dia é um passo em direção ao túmulo. O tempo passa e o coração vai junto, por inércia. Acumulando toda uma vida de cicatrizes e ilusões...
Eu hoje fujo das rimas. Tenho medo delas. Me escondo atrás de versos livres.
O tempo me atira na cara a diária lembrança remota do passado. Nostalgia melancólica...
O tempo escorre pelos meus dedos. E eu não sei p'ra onde vou. Porque amor e alegria fogem de mim, mas o tempo não.
O tempo me marca, me atropela... Escorre pelos meus dedos, verte minha vida pelo ralo.
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 8.7.07
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1 de Julho de 2007
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Samba para meu amor
Mas não venha me dizer Se eu devo ou não gostar, saiba que sou bem mulher Pra sozinha me encontrar
Sei, bem sei como é a vida Talvez mais do que você, eu sou mais bem resolvida do que pode parecer
De insônia já fui causa, mas meu sono já perdi E assim a vida segue, assim sempre irá seguir
Lágrimas já não derramo, mostro os dentes, dou os ombros Se for pra amar eu amo, mas meu peito é puro escombro
Só lhe peço, não me culpe por aquilo que eu sinto Pois o rio da vida esculpe meu sorriso enquanto minto
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 1.7.07
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