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24 de Junho de 2007
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Etiqueta
Mandei às favas o bom senso! Pros diabos a educação! O que preciso é de um contra-senso, pra pôr no lugar o meu coração...
Não existo, é bem verdade Sou um resumo mal feito, mescla do que fui e o que queria ser, do que gostaria e do que posso fazer...
Algo falta em mim, o tal elo perdido? Que ligue minha vida à minha história, que nos confins da torpe memória encontre esboço de felicidade (é verdade...)
Faz sentido...
Eu não existo assim, eu não caibo em mim Eu sou o meio que não tem fim, sou seu receio, seu orgulho Eu sou o não que cala seu sim, eu sou a flor que lhe brotou do entulho
Ensaio para o teatro da vida. Mas quando me apresento, não há platéia O palco me engole, tropeço, as cortinas não se abrem, e ao final, ouço os aplausos Sabendo que não são pra mim...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 24.6.07
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16 de Junho de 2007
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Amor de traição (apenas uma canção)
Qual era o gosto daquela covardia? E o seu rosto, o que ele escondia? o meu desgosto, ou a sua picardia?
Qual é o preço? Diz, hoje quem paga? Se eu que padeço, sem ter feito nada! Mulher adereço! Estereotipada!
Qual o motivo? Diz, qual é a razão? Hoje o que eu vivo é amor de traição O seu perigo foi não ter coração...
A coroa de louros, qual cabeça coroou? E no outro dia, quem primeiro corou? A cicatriz, em qual peito ficou? Então me diz se foi você quem chorou
E fez-se de tudo mais um fato normal Vocês até riram, acharam aquilo banal Ser sem sentimento, mulher superficial! Ser sem sentimento, mulher superficial!
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 16.6.07
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9 de Junho de 2007
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Quando a gente dobra
Sabe...
Quando a gente duvida e aí sente a ferida que fora dormente tornar-se doída?
Sabe?
Quando não há mais o que sentir e nem mais tempo p'ra mentir Quando tudo é solidão E um tal tormento é escravidão
Sabe?
Quando a gente engole o choro e a dor ausente é um consolo Quando a gente se retrai e deprimente se distrai Esqueçe a vida e até o amor...
Sabe?
Quando a palavra não basta E um olhar nos desmente Quando o tempo se arrasta E o peito é dormente...
Sabe?
Quando a alma se descontrola E desmorona-se por dentro, quando tudo que havia outrora Torna-se pó e sofrimento...
Sabe?
Quando o grito não sai E a liberdade é utopia Quando a gente dobra e cai Quando a vida fica vazia...
Sabe?
Quando não há mais verdades, e a mentira não sacia quando se perde a vontade, na dor do tal dia-a-dia...
Sabe? É assim que me sinto.
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 9.6.07
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2 de Junho de 2007
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Reversos
Com quantas cores você pintou os dessabores do desamor?
Com quantas dores você dormiu? e quantos sonhos que não sonhou?
Quais as palavras que eu escolho pra te contar: não tenho escolha, vou me entregar!
Quais são os cantos? Quais são os becos? Ruas escuras por onde juras não mais chorar?
Quais são as mãos que se tocaram? E qual perdão que sufocaram?
Quais são os passos Quais os abraços Que os desejos se furtaram a mostrar (então despejo sobre a dor o meu penar)
Quais são os gestos Quais são os corpos Que não toquei, que não senti
Quais são os restos? de apelos mortos por onde andei? Por que menti?
Quais as verdades que você tem? Tantas vontades de ir além...
Quais vaidades sobram a quem por piedade tão pouco tem?
Diz quais palavras Que eu escolho Pra te contar: não tenho escolha!?
Diz quais palavras Que eu escolho Pra te contar: não tenho escolha...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 2.6.07
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