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24 de Março de 2007
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Auto Retrato
É...Tanto tenho e nada tenho! Deus! Por que imploro se não creio? O que me falta então? O que me falta eu não sei... Mas essa angústia... Me deixa tão estranho!
Quase me afogo mas cruzo, a nado O oceano sem fim que me separa do que sonhei E então, logo que chego ao outro lado Eu percebo que é nada tudo o que encontrei Choro quieto, doido, inconformado Não quero nadar! Quero morrer afogado...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 24.3.07
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17 de Março de 2007
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O fim
As portas e os dentes cerrados É só uma janela... Suor no peito, o peito de lado, faz tempo que ele não é mais dela
Almas e armas, qual é o jogo? Cacos e restos, destino roto
E o futuro, que fizeram dele? Vou jogar, vou jogar... Vou jogar pela janela!
Quem deu as cartas? Quem pode escolher?
Pula...Pulo...Pulso! Pulso... Punhos cerrados, olhar vermelho - dormente cortes, no espelho - é quente! É sangue! ou são lágrimas?
Corre... Corre... Voa! Respira, olha. Voa! Voa! Vento...Gelado! Vento gelado! Sorriso? Sorriso! Alegria de criança! Lembra quando viajou de avião? Lembra da mãe...Carinho! Sorriso! Sorriso, o caos se reaproxima... Olhos fechados...
Voa! Voa! Baque. Barreira. Negro chão ficou vermelho, como aquele sonho, como aquele corte, como aquele olhar no espelho, vermelho, vermelho...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 17.3.07
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10 de Março de 2007
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Olhar cruzado
Minha alma por seu olhar tocada, ferve, e quase me põe louco Mas parece que é abençoada. Então eu sinto de tudo um pouco, e ao mesmo tempo não sinto nada
Mas é tarde, vai raiar o dia Não preciso mais beber Seu sorriso já me inebria o suficiente pra me perder
O problema é que seu olhar distante não fita assim, os olhos meus O seu sorriso quase triunfante É pra outro que não sou eu
Então eu finjo que não me importo, como se aquilo não me afetasse. Mas no fundo já não suporto o desdém amargo em sua face
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 10.3.07
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3 de Março de 2007
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Versos ao espelho
Nada de perfeição. Sou carne, osso e impulsão
Dividido entre a vontade e a saudade Procuro abrigo em falsas mentiras Que a minha inexperiência contou
Se seu nome ainda me choca, que dirá sua voz...
Meu lugar é aqui, é nessa vida errante fingindo ser muralha (que desmorona a cada instante)
Céus! Céus! Aquele desenho... Inútil pensar onde foi que erramos A resposta virá soprada no vento Trazida com calma, ao longo dos anos...
postado
por: Gabriel Vinicius Moura às 3.3.07
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