Eu tenho o seu retrato
Mas nem sei seu nome
O mundo é tão ingrato
Você vem e some
Eu tenho um coração
Que já nem sei se bate
Eu penso "porque não"
Você diz "já vai tarde"
Eu tenho ainda o copo
Já pela metade
Eu sempre me revolto
E você nunca sabe
Eu vejo o meu retrato
Mas nem sei meu nome
O mundo é muito ingrato
E a ânsia me consome
Eu tenho um corpo fraco
E não controlo a alma
Aí me sinto um caco
E você bate palma!
5 de Julho de 2009
28 de Junho de 2009
Excesso
Quando o muito já não é suficiente
Tudo o que procuro é um pouco de paz
Para um corpo calejado, de alma já dormente
Cujo destino é amargo e pesado demais
O fardo da busca ou a arte do encontro
Sinto o destino brincando comigo
Sinto o acaso por descaso não pronto
Dizendo que sou eu meu único abrigo
Eu busco às vezes talvez me apoiar
Quem sabe dividir o que sinto no peito
Sem ter que pedir permissão pra chorar
Nem lamentar o futuro, que parece desfeito
Tudo o que procuro é um pouco de paz
Para um corpo calejado, de alma já dormente
Cujo destino é amargo e pesado demais
O fardo da busca ou a arte do encontro
Sinto o destino brincando comigo
Sinto o acaso por descaso não pronto
Dizendo que sou eu meu único abrigo
Eu busco às vezes talvez me apoiar
Quem sabe dividir o que sinto no peito
Sem ter que pedir permissão pra chorar
Nem lamentar o futuro, que parece desfeito
Protocolo
Durante a semana
o horário, o cartão
Sonho com a cama
Quando estou no ônibus
Sonho com o trânsito
Quando estou na cama
Durmo pouco
Penso muito
Produzo nada
Faço mil planos, passo calor
me sufoco com a gravata,
com a vontade da cachaça
E sem ter tempo pro amor
Mas quando chega sexta-feira
eu me livro do cinismo
varo a noite de bobeira
encho o copo, bebo o riso
Bebo toda a alegria
de vagar na noite fria
Sem algema nem grilhão,
E eu só dou satisfação
Ao meu próprio coração...
o horário, o cartão
Sonho com a cama
Quando estou no ônibus
Sonho com o trânsito
Quando estou na cama
Durmo pouco
Penso muito
Produzo nada
Faço mil planos, passo calor
me sufoco com a gravata,
com a vontade da cachaça
E sem ter tempo pro amor
Mas quando chega sexta-feira
eu me livro do cinismo
varo a noite de bobeira
encho o copo, bebo o riso
Bebo toda a alegria
de vagar na noite fria
Sem algema nem grilhão,
E eu só dou satisfação
Ao meu próprio coração...
29 de Maio de 2009
A dona do meu coração
(Gustavo Santos e Gabriel Vinicius Moura)
A felicidade me deixa assim, tão à vontade
A felicidade é sempre nua, sem vergonha
Eu me escondo todo só pra ver você me achar
Tiro sua roupa, mudo tudo de lugar
Gosto do seu cheiro, e me entrego por inteiro
Gosto da sua voz cadenciada, apaixonada...
Não demora, agora não tem jeito, é você
Senhora da minha paixão
A dama que partiu em vão
E me jogou na solidão
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